sábado, 11 de março de 2023


 


O SORRISO


Nada, hoje

mas antes tão tudo.

Apenas o sorriso.

"e é tão tanto"

tudo.


Como se fosse futuro

pensar após a vida

após luz.


Sair do consolo do fluir do tempo

ficar na luz

no limbo

ficar

amar.

sábado, 12 de novembro de 2022

O TEMPO





ÁGUA

Da terra brota sem descanso

Como um Deus, em silêncio.

Que abraça e tudo suporta.

Até a Dor se esgota

Em não poder ser.



E que Deus é este

Que transforma em sofrimento

A existência do Tempo?

Como se a luz, por mais ténue

Existisse apenas porque é esperança?!









Os caminhos, depois, foram múltiplos. 

O mundo abriu-se.

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

CHAVES

 

" Montes, e a paz que há neles, pois são longe...

Paisagens, isto é, ninguém...

Tenho a alma feita para ser de um monge

Mas não me sinto bem.


Se eu fosse outro, fora outro. Assim

Aceito o que me dão,

Como quem espreita para um jardim

Onde os outros estão.


Que outros? Não sei. Há no sossego incerto

Uma paz que não há,

E eu fito sem o ler o livro aberto

Que nunca mo dirá"

Fernando Pessoa. Obra Poética. Vol. I. Círculo de Leitores. 1985. P: 257.



Foi dali que o mundo veio, todo, sem aviso, misterioso.

Foi dali que parti para outros mundos, sempre novos, sempre desconhecidos.

É ali que estão as noites frias, as névoas matinais e as tardes ardentes.

É ali que permanecem os dois.















quinta-feira, 10 de novembro de 2022

JUVENTUDE- PARTE IV

 


Quino. O Mundo de Mafalda. As Tiras, os Inéditos, os Testemunhos. Bertrand Editora. 2003. P: 158.


E é nesta cidade que me "sento" enquanto aprendo,  e sinto, o "sentar" ...  Apercebo-me da vida e do mundo. Apercebo-me até da ausência de deus, de um qualquer deus. Tacteio em busca do que serei capaz.


Chaves. 

A perda da infância e da liberdade ingénua das crianças. Mas ainda assim, a perda.


Cidade ampla, de novas amizades, de frio, de água...

Cidade de transição.


Saída

"Anda, pai!"

Em linha na curva

Tantos diospiros em 2022

Bucólico

Dos choupos amarelos, embora "alba"

Ver(de) e céu

A estrada

Castanea sativa

Barracão

Paisagem

A espera 

 
À espera

Luz tardia

Ao alto

Casa/árvore

A Veiga

Anoitecendo

Curvas finais


quarta-feira, 9 de novembro de 2022

JUVENTUDE-PARTE III

 

" Understanding is always a journey, never a destination"

Richard Fortey. The Earth, An Intimate History. Harper Perennial. 2005. P: 25



" O esforço e o voo


A ciência parte sempre do princípio de que tem

o mapa certo. E, assim, acredita que é só procurar.

Julga que lhe basta o esforço, o suor.

(E, afinal, muitas vezes não deve escavar, mas

voar— algo que lhe é fisicamente impossível)".

Gonçalo M. Tavares. Breves Notas Sobre Ciência. Relógio D'Água. 2006. P: 111


A chuva regressa, circularmente, insistentemente. Mas não demora.

Caminhamos. Agora com mais olhares também cheios de memórias... partilhadas. 

Tarefa sempre inacabada. Passos sentidos no presente com sentido no passado. 

Demoramo-nos nas emoções.



Modernidade no Tua

A partir daqui, o grupo

Rio sereno, ainda Tua

Estrada deserta

Perspectiva

Chuva, pai e filho

Eixes

Serpenteio I

Serpenteio II

A fábrica antiga

Amplexo verde

Estrada velha, estrada nova

Inclinação I

Horizontalidade

Amplexo, pai e filho

Subindo

Sem fim

Inclinação II

Vinhas

A foto antes

A foto depois

Aboboral

Centenária