" Montes, e a paz que há neles, pois são longe...
Paisagens, isto é, ninguém...
Tenho a alma feita para ser de um monge
Mas não me sinto bem.
Se eu fosse outro, fora outro. Assim
Aceito o que me dão,
Como quem espreita para um jardim
Onde os outros estão.
Que outros? Não sei. Há no sossego incerto
Uma paz que não há,
E eu fito sem o ler o livro aberto
Que nunca mo dirá"
Fernando Pessoa. Obra Poética. Vol. I. Círculo de Leitores. 1985. P: 257.
Foi dali que o mundo veio, todo, sem aviso, misterioso.
Foi dali que parti para outros mundos, sempre novos, sempre desconhecidos.
É ali que estão as noites frias, as névoas matinais e as tardes ardentes.
É ali que permanecem os dois.






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