sexta-feira, 21 de outubro de 2022

INFÂNCIA— PARTE I

 "O Douro é o nome de um rio"

Mattoso. "Portugal, o Sabor da Terra". 2010. Temas e Debates. P: 187


Mas o Douro, o Alto Douro, foi a terra onde nasci. Dela não recordo sabor, cheiro, ou outra qualquer emoção pois não me vi aí crescer.

A casa do nascimento- Godim


A segunda casa- Godim


Estação de combóio- Godim


Cedo, o Douro Superior foi o meu tutor.

Torre de Moncorvo a terra do mel, da amêndoa, do sol.

O calor e os  cheiros os meus guias para a vida.


Esta é uma viagem, uma paisagem para a infância. Uma viagem à memória viva do passado mais longínquo. Uma paisagem telúrica. 

O rio é apenas o pretexto. O rio, há muito "enjaulado"(Idem)  é, no entanto, o fio condutor desta narrativa. A sua paisagem, o cenário humanizado do rio dominado.

Começa em Godim, Peso da Régua e termina em Torre de Moncorvo, através das estradas nacionais de outrora, que ainda existem e brevemente poderão desaparecer. Aquelas que me levaram a conhecer o mundo, o meu mundo.


Peso da Régua


A Estrada Nacional 222- à saída da ponte sobre o Douro- Régua


As pontes da Régua


Vista da cidade da Régua

O douro em direcção a oeste

As modernidades: viaduto da A24 sobre o Douro

A via férrea do Corgo, no seu término, junto à foz do rio com o mesmo nome

A EN222 

O TT na paisagem
Barragem de Bagaúste

A montante da barragem

Outro aspecto da EN e do rio

Os vapores que animam (?), (poluem) o rio
Margem direita com mortórios

Para oeste, o rio

Estrada e rio I

Estrada e rio II

Estrada ladeada com olival

Os socalcos

A bateira e a foz do Rio Torto

Socalcos I

Socalcos II

Muro com oliveiras

Casais do Douro- S. António

Casais do Douro- centro

E ainda sobre o Douro: 

"No Portugal telúrico e fluvial não conheço outro drama assim, feito de carne e sangue"
Miguel Torga. "Portugal". 1967. IV edição revista. P: 45




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